“Mas a gente não perdeu a vida, a saúde”, destaca senhor de 72 anos

Aline Tonello

Luiz Dalla Líbera é presidente da Associação de Moradores do Bairro Bortolon há quatro anos. Ele estava em casa com a esposa Pierina quando tudo aconteceu. Luiz teve prejuízos na residência, e felizmente ninguém se machucou. A catástrofe causada pela passagem do tornado deixou o senhor de 72 anos triste, especialmente depois de constatar os estragos no Centro Comunitário do bairro, espaço que ele ajudou a construir.

 

Os estragos

Luiz estava sentado na cozinha de casa, no Bairro Bortolon, quando percebeu que algo estranho estava acontecendo.

– Eu já vi a escuridão um pouquinho diferente e depois foi um barulho que nunca tinha ouvido. Eu vi pela janela. Me assustei muito. Destelhou a casa, pegou da nossa casa para lá, saiu boa parte do telhado, não tinha mais como consertar. A chuva descia e começou a molhar as coisas aqui em cima e lá embaixo, mas aqui em cima molhou pouca coisa. Ainda bem que não perdemos documentos de familiares e da sociedade, graças a Deus não atingiu nada disso – conta.

No total, ele gastou cerca de R$ 30 mil para consertar a residência.

– Sorte que o seguro ajudou um pouquinho, os filhos também nos ajudaram, mas pelo poder público municipal, não recebemos nada, foi só com o nosso suor. Não fizeram nem assistência – comenta.

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Seu Dalla Líbera estava na cozinha de casa, durante a passagem do tornado (Foto: Carol Debiasi/Tudo Sobre Xanxerê)

Destruição do Centro Comunitário

O senhor foi um dos fundadores da comunidade. Depois que o tempo feio passou, ele saiu caminhar pelas ruas do bairro para ver os estragos e se deparou com Centro Comunitário quase totalmente destruído.

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O tornado do Bairro Bortolon foi danificado pelo força do vento (Foto: Carol Debiasi/Tudo Sobre Xanxerê)

– Eu estava com o braço enfaixado de uma queda que eu havia sofrido no sábado, mas mesmo assim fui olhar. Vi o centro comunitário destruído, mais de 80%, foi muito triste – relembra.

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Hoje, com o centro comunitário reformado, a comunidade pode usufruir normalmente (Foto: Carol Debiasi/Tudo Sobre Xanxerê)

 

Alívio por ter sobrevivido

Luiz mora em Xanxerê há 36 anos. O primeiro local no qual se estabeleceu antes de vir morar na parte central foi a Linha São Paulo, no interior do município. Pai de três filhos, ele conta que só tem a agradecer por estar vivo.

– Ainda podemos dar graças a Deus que ninguém que a gente conhecia morreu aqui no bairro depois dessa destruição. Eu particularmente me conformo porque o que a gente perdeu, perdeu. Mas a gente não perdeu vida, não perdeu saúde, os filhos estão aí – concluiu.

 

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