“Sempre que chove, muda o tempo, nós ficamos apreensivos, com medo”, conta vítima

Aline Tonello

Um dos flagrantes da reportagem do TUDOSOBREXANXERE.com.br logo após a passagem do tornado foi o de Ivonete de Souza com as filhas, de 12 e sete anos, chorando em frente à residência que havia acabado de ser destruída pelo fenômeno. Na época, a imagem emocionou os internautas e hoje, um ano depois da tragédia, nossa equipe visitou a xanxerense para saber como está sendo o recomeço da família.

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Ivanete com as filhas e a sogra, desesperadas ao ver o que o vento fez com sua casa, no Bairro dos Esportes (Foto: Carol Debiasi/Tudo Sobre Xanxerê)

 

A difícil volta por cima

Para a casa de Ivanete voltar a ficar como era antes do tornado, ainda há muito a ser feito. Ela e o marido tiveram que pagar a maioria dos reparos realizados e, por enquanto, não há previsão de quando tudo vai ficar pronto.

– Gastos do nosso bolso, para falar a verdade, foi tudo. Porque daí faltava madeira, faltavam as outras coisas, aí precisava comprar, não é fácil. Enquanto nós tínhamos um pouco de dinheiro nós fomos gastando. Aí agora por um tempo ficou desse jeito. Como vocês podem ver, depois de quase um ano o cenário aqui ainda está igual – conta.

Ivanete mora no Bairro dos Esportes há quatro anos. Segundo ela, devido às dificuldades para consertar o estrago, se a casa não fosse própria, ela e a família escolheriam outro lugar para morar.

– Nós pagamos para um cara colocar o telhado aqui, mas ele colocou tudo torto, só gastamos dinheiro, ainda molha dentro de casa em dias de muita chuva. Ainda vai um bom tempo para arrumar aqui. Falta bastante coisa. Quem está fazendo as reformas aqui somos eu e meu esposo, já que nós pagamos uma pessoa que fez um serviço mal feito, aí agora tem que arrumar o coberto de novo – comenta.

 

O tornado

No dia 20 de abril Ivanete estava em casa com as duas filhas quando tudo aconteceu.

– Eu estava terminando um trabalho para o colégio. De repente ouvi aquele barulhão, quando eu vi já estava voando tudo, folhas de brasilite, descobrindo tudo. Eu coloquei as crianças debaixo da mesa, porque começaram a quebrar os vidros, tombou as paredes de cima. Nós só não morremos porque tem laje na casa – relembra.

A dona de casa ainda lamenta os prejuízos que teve com a força repentina da natureza.

– Nós tínhamos tudo aqui na casa e de repente, em poucos segundos, quando a gente saiu para fora tinha destruído tudo, não tinha mais nada. As minhas coisas dentro de casa estragaram tudo. Mesmo com a laje, porque o vento levou todas as telhas e molhava as coisas dentro de casa – disse.

Ivanete recebeu ajuda do poder público com doações de telhas e tijolos. O LEO Clube também colaborou com materiais de construção como areia e cimento, e os vidros da casa foram doados pela Igreja Adventista. Mesmo assim ainda falta muito para tudo ficar pronto e a família convive com o medo constante de outra tragédia acontecer.

– As minhas duas filhas estavam em casa e ficaram bem assustadas. Sempre que chove, muda o tempo, nós ficamos apreensivos, com medo – conclui.

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A casa ainda passa por reformas e a família convive com os estragos causados pelo tornado (Foto: Carol Debiasi/Tudo Sobre Xanxerê)

 

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